Há ácido nas veias da minha mãe. O seu sofrimento é do seu próprio tamanho. Calou-se até apodrecer. Agora, move-se a fúria. Cospe por cima de tudo, suga a paciência, regurgita raiva em gritos.
Lá dentro, num qualquer lugar, está a minha mãe. Fechada a sete chaves da loucura. É como perder alguém que ainda está vivo.
E esta pessoa que agora habita o seu corpo, tem ácido a correr nas veias. É mais amarga que um limão verde, do que uma alcaparra...
Espero, sereno. A minha mãe voltará.
O olho de íris amarelo que tudo vê, pela carne, pela alma, pelo tempo, pelo espaço, assim o vê.
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