E eis que se desvanece, como a onda que se arrasta de novo para o mar, lenta pelo areal, a era negra. O meu re-encontro, ali, ao cimo de uma colina, isolada, uma ancestral exuberante árvore deixa que eu medite calmo, enquanto eu longe me aproximo. No fim de todos estes anos, no fundo, esta foi a difícil procura, de mim como completo apenas comigo, sem depender de mais ninguém, a nível emocional e espiritual. Construir-me de novo, com base sólida. Acima de tudo, fazendo-o com estacas de verdade, com a clareza, com a certeza que a felicidade não se pode consumir dos outros, mas fazendo-a brotar dos outros.
Acima de tudo contar com o que se tem aqui, hoje e agora, aproveitar esta oportunidade que se gera, e se com clareza a perspetivamos, sabendo no fundo o que realmente queremos. Nunca culpando o passado, esse lúgubre que tenta repetidamente enraizar a sua tristeza no nosso dia a dia. Deixemo-lo partir, soltar-se e deixar apenas todas as boas recordações na gaveta da nostalgia.
Tenho pena, muita pena, de ainda só eu ver tudo como vejo.
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