quinta-feira, agosto 18, 2011

E se

E se já morreste, e se ainda nem nasceste?
E se já te conheci, e se ainda não te conheci?
E se fico, ou se vou?

Deixar ir, sim, deixar ir para ver até onde vou?

Não me prender, porque afinal eu sei bem o que quero e de que forma quero.

Libertar-me dos quereres e deixar-me correr no leito do rio.

Deixar o medo, a avareza, apenas ficar com a ambição de um dia ter na mão o teu coração, solto, sem ser meu, nem teu. Porque eu sinto que o transporto comigo, sem saber quem és. Sim, assim sou, uma grande intuição. Sorri, sim, sorri agora, estejas aonde estiveres, deixa-te ficar curiosa porque sorris, sem razão. Só porque eu assim o escrevo, aqui, agora!

Porque eu sou perceção, antes de, sinto. Como já soubesse, por vezes sem ter consciência, por vezes perfeitamente claro. Atento aos mais simples detalhes dos fios que unem o caminho de todos. É aquele olhar amarelo do lobo, sim, do lobo que transporto comigo que vê através da carne, que vê através da alma, que vê até mesmo através dos Deuses. Olhar que vê cada pessoa na sua perfeita singularidade e vê todos na sua globalidade. A unidade, o organismo.

Divago.

Porque o essencial é este meus estado de ansiedade em econtrar-te. Quanto menos esperas mais depressa acontece. Não. Simplesmente, acontece. :)

E se eu parar? Bates à porta? Espreitas e deixas-te encantar?

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