Como me conheço, quando ainda não sou? Como faço dejá vu nesta frequência. Mais uma vez por acaso, faltam mais 12 vezes a escrever aqui (Esta é já a 12ª segunda antes do final) para esta fase acabar?
Escavo o leito por onde vou fluir. Sou um rio, sou um fluxo. E não dou conta disso. Apenas aceito (e já visto que por vezes é com muita fúria) uma curva e contracurva. Parece que levo tudo à frente, mas depois, evaporo e dissolvo em nevoeiro, suspenso abafando o som. Silêncio.
Sim este é precisamente o xis onde marca não o tesouro, mas a ferida. A ferida de onde brota toda a minha insegurança, medos e lodos que teimam em não deixar-me libertar. Agora vejo, sem ver. Sei. Sou.
Agarro na minha mão os porquês, aliás, aquela questão que sempre ficou cravada "Porquê?!" (Materializada num negro brilhante atrás de uma calculadora, assim relembrado, assim marcado)
E agora, mesmo não o sabendo porquê completamente, deixo-o ir. Abro a minha mão, liberto-a, liberto-me. Porque tudo é impermanente. É um dogma. Talvez o único.
Hora de sarar. Falta mais uma batalha. A guerra, essa, ainda está nos preliminares.
E porque eu não tenho dúvida. Eu consigo sempre o que quero. Consigo mesmo o que genuinamente quero. Nem que seja por breves momentos, nem que me o tirem logo de seguida. Nem que só toque com o dedo na ponta do Evereste.
Então sorrio. Então transcendo-me.
E claro, nunca esquecer: o que é, é porque assim tem de ser. Não se culpem fados ou deuses. Aceite-se.
Directamente do twitter do mestre: "We must generate courage equal to the size of the difficulties we face" - Dalai Lama
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