(Aviso, post longo, escrito à noite, mas vale a pena)
Só relativo a mim.
Vazio. Desinteressado. Com olhar. Cinzento. Moído. Ainda neste limbo... espera.
Como que custa a viver. Dificilmente crio algo, e quando não crio, é como se estivesse morto. Só de vez em quando lá aparece algo que me faz sentir vivo.
Coração parado. Quando bate, por um pequeno segundo, sinto. É isso que me leva a continuar a andar... andar só por andar... custa, apetece-me parar. Sair. Fugir.
O corpo não reage. Não quer fugir, obriga-me a enfrentar o limbo. Mãos descaídas... mal lhes apetece escrever. Olho-me à distância de mim próprio com este desinteresse. Frio. Parece que vejo um peixe fora de água a lutar incansavelmente por sobreviver. Já deita sangue por todo o lado, já não interessa, o que quer é sobreviver. Apreciável a força que ali funciona de modo autónomo.
Que merda de situação, de lugar, de agora. Fora de mim, continuo a lutar... olho-me com pena, como se me o coração fosse arrancado e continuasse a funcionar.
Gelo. Por dentro sou uma arca congeladora, com as memórias ali atiradas a um canto...
Desistir de mim? Não consigo, e isso também aleija, porque chega uma altura em que tudo parece tão inútil de fazer o esforço. Mas continua... que teimoso.
Porque penso tanto em cada centímetro por mim percorrido? Como medir uma auto-estrada com uma régua? Porque é que sou um emaranhado? Porque não consigo "por o simples lá no complicado"?
Fodasse, já eu não me consigo aturar... tenho uma facilidade de complexar o que é simples e linear, que depois tenho uma trabalheira a voltar a pôr a coisa no simples. Que aborrecido...
Lado bom da coisa? Conheço-me isto em mim, e assim, sei aonde e como aceitar e lidar com isso, de maneira a não congelar ainda mais o coração. Daqui a pouco estou numa depressão e sou uma máquina.
E depois é a mania de pôr a carroça à frente dos bois. Porra, não dá pra perceber que a carroça não anda assim? Esta é difícil...
Frio porque cada vez sinto menos.
Desespero? De quê, se nem estou dentro de mim?
Merda para esta espera que nunca mais acaba, e estou a ver a paciência a esgotar-se como gasolina num carro de fórmula 1.
Reconheço-me com muita paciência, mas como todas, é limitada. E é nestes últimos momentos que começa-se a não tê-la. Mói, porra, mói mesmo.
Peço desculpa pela linguagem, mas isto tem de ser servido assim. Desabafo com o próprio requer linguagem desta.
Cá está, farto-me de escrever, escrever, escrever... e vocês, pares de olhos, ainda têm a paciência para ler isto tudo!
Acredito que estou mesmo naquele cataclismo interior, fúria contra o próprio, a destruir esta maneira entediante de complicar tudo... estou mesmo com vontade de me pontapear no rabo. Até fazer chorar!!!
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Acabou, vou cuidar de vez desta minha artimanha! Vou eviscerá-la agora mesmo... a pensar que já me tinha livrado dela, afinal, ainda estava lá! AH
AHHHHHHHHHHHHHH Apanhei-te sacaninha! É isto, esta coisa que me lixa a vida! Agora foi mesmo na altura certa! Pera aí que já te digo como é!
NÃO ME PERMITIREI IR ABAIXO!!!
Tenho demasiado bom coração para o pôr a congelar! Que se me cale esta sombria parte de mim, xiiii, que coisa teimosa! Anda cá, que vou-te cuidar da saúde!
POSITIVE VIBES FOREVER AND EVER MORE!!!
:D
1 comentário:
Positivo é bom.
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