Não há coisa que mais nos mima
Como dentro de uma tempestade
Ver dentro de nós uma singularidade
O bloco sólido da pureza
Que é o verdadeiro coração, que beleza...
Quando por inconsciência
Somos trevas, mas de repente
Surge viril a consciência
Que afasta o escuro lado da mente
Quanto tempo me passou
Quanto tudo magoou
Quando jamais tinha esta plenitude
De ver, aceitar, e com força de atitude
Aceito com compaixão
O meu estranho lado de negridão
Frágil, é sempre o coração
Quando se vê a partir, é com prontidão
Que dele surge a raiva, medo e ilusão
Mas coração que se conhece
É a praia que amanhece
Mágica e inebriante
Faz em mim o sentir rimbombante
Do prazer de viver
Não de andar, mas de correr...
... em cima do mar
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