quinta-feira, julho 22, 2010

Cair levemente, mas para cima

Cair levemente, mas para cima
Não há coisa que mais nos mima
Como dentro de uma tempestade
Ver dentro de nós uma singularidade
O bloco sólido da pureza
Que é o verdadeiro coração, que beleza...

Quando por inconsciência
Somos trevas, mas de repente
Surge viril a consciência
Que afasta o escuro lado da mente

Quanto tempo me passou
Quanto tudo magoou
Quando jamais tinha esta plenitude
De ver, aceitar, e com força de atitude

Aceito com compaixão
O meu estranho lado de negridão
Frágil, é sempre o coração
Quando se vê a partir, é com prontidão
Que dele surge a raiva, medo e ilusão
Mas coração que se conhece
É a praia que amanhece
Mágica e inebriante
Faz em mim o sentir rimbombante
Do prazer de viver
Não de andar, mas de correr...

... em cima do mar





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