Dizem que o mundo começa a acabar hoje.
Senti tudo menos isso.
Creio que será o fim de mais um modo de pensar, uma revolução no pensamento humano.
Tudo irá mudar de uma forma dramática.
Estive hoje numa beatificação de mais uma alma que passou por cá, por terras lusas. Não que seja cristão por querer, nem por acreditar.
Estive por causa da pessoa em si em causa. Devo-lhe as minhas mãos. E que mais poderei fazer com elas senão criar e ajudar os outros?
No fim de uma penosa cerimónia de sol tórrido, depois de uma confissão de apenas dois e só dois desejos, ia perdendo o equilíbrio. Como se de repente uma onda de energia entrasse de repente. Assim como que um reabastecimento e fortalecimento de positive vibes.
Woooow.
Vou continuar a espelhar magia, está visto. Vou continuar a sacar as verdades cruas dos fundos dos corações perturbados do que me rodeiam "Vejam, isto é o que é, não se encubra, não se desculpe, não se atormente! Assuma-se e aceite-se tal como é! A verdade crua está aqui, [eu aponto] agora que vês com clareza, vive!"
Segundo um dos maiores sábios que pisou a crosta terrestre, o teu e o meu sofrimento deve-se: à morte, à doença e ao envelhecimento (considerando que, claro está, ser humano tem inerente a capacidade de sofrimento, e claro, também estão associados às leis naturais de sobrevivência).
Queres ver como te apanho, par de olhos?
Não terás tu aversão à morte? E se agora te rodeasses de cadáveres humanos em decomposição? Não terias aversão?
Não terás aversão à doença? E se agora te rodeasses de leprosos com as feridas à vista? De gangrenosos e de pacientes com ébola? Não fugias?
Não terás aversão ao envelhecimento? (nem preciso de exemplificar)
Esta aversão tem subjacente o sofrimento na sua forma mais crua, mais essencial. Gera os sentimentos que mais nos entristecem, o medo, a própria aversão, o nojo, o virar a cara para não enfrentar... e não é normal fazermos tudo para que tais males não aconteçam?
Já divaguei.
Paro de escrever aqui
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