Estas memórias verdes, não por serem novas, mas por conterem uma doce nostálgica amargura de um viver tão cegamente jovem, sem aperceber no que tinha na mão, sair de coração amachucado... Sorrio ao ver que deixei tudo isso guardado na fotografia que é o passado, e guardo na gaveta do coração. Os "e se" ficaram presos a placas que desviavam o caminho de onde estou a ir agora. Porque é aqui que eu estou, a dar o passo atrás, para dar já os dois passos para a frente. Porque estou a perspectivar mais à frente que os demais.
E assim, à nostalgia constante que me define em constante forma, retiro a energia para seguir em frente.
Oh, tão requintada mas simples é a forma de eu conseguir fazer-me sorrir cá dentro, como do chão se consegue fazer uma floresta...
Porque eu sei que vejo o mundo de uma forma muito particular.
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